quarta-feira, 2 de janeiro de 2019




Quinzena de ativismo pela igualdade de género - 26 de novembro a 10 de dezembro
Todos diferentes, Todos iguais

No âmbito dos projetos Erasmus+ e Unesco, decorreu no nosso agrupamento, de 26 de novembro a 10 de dezembro, a Quinzena de ativismo pela igualdade de género, cujo lema foi. “Todos diferentes, todos iguais!”.

 Esta atividade norteou-se pelos seguintes objetivos:

·          Promover os valores da cidadania, mobilizando os jovens para o ativismo.
·          Sensibilizar os alunos para a defesa e promoção dos Direitos Humanos, entre os quais a igualdade de género.
·         Educar e formar para os valores do pluralismo e da igualdade entre homens e mulheres.
·         Estimular a criatividade e o trabalho colaborativo.

Durante a quinzena estiveram patentes exposições de trabalhos realizados pelos alunos do 2º e 3º ciclo, bem como múltiplas ações de sensibilização para o tema, dinamizadas pelo Dr. Jorge Freitas, da Universidade do Porto, pela enfermeira Patrícia Alves, pelas Dras Joana Lima e Manuela Silva, do Movimento Democrático das Mulheres, pela Dr.ª Isabel Malheiro, do ICBAS e pela Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a Sida” (Centro de aconselhamento e orientação de jovens do Porto). Estiveram envolvidos alunos de todas as escolas do Agrupamento, do 3º ao 12º ano de escolaridade!
Esta quinzena culminou com a Estafeta e a Caminhada pela igualdade, realizadas no Dia Mundial dos Direitos Humanos, 10 de dezembro.


Apreciem algumas fotos desta atividade

 :











segunda-feira, 10 de dezembro de 2018


Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO,
por ocasião do
Dia Internacional dos Direitos Humanos

10 de dezembro de 2018

A Declaração Universal dos Direitos Humanos encarna a eterna aspiração da humanidade à liberdade, à justiça e à dignidade. Não é fruto de uma única cultura ou tradição, mas antes um alicerce que nos permite usufruir de uma vida plena, e a todas as nações do mundo viver em paz. Há 70 anos, as nações do mundo uniram-se para definir este conjunto de direitos humanos fundamentais, inalienáveis e universais.

A promessa inscrita no Ato Constitutivo da UNESCO de “assegurar a todos os homens o pleno e igual acesso à educação, a procura sem restrições da verdade objetiva e a livre troca de ideias e de conhecimentos” assenta nestes direitos. A nossa missão consiste em promover a paz e os valores humanistas no espírito dos homens e das mulheres através da educação, das ciências, da comunicação e da cultura. Esta missão é tão importante na atualidade como na época em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela comunidade internacional, numa altura em que o mundo se reconstruia a partir dos destroços e do trauma de duas guerras mundiais devastadoras.

A nossa ação visa alargar o direito à educação àqueles que foram deixados para trás, em particular as mulheres e as raparigas. Num momento em que o mundo se prepara para adotar dois novos pactos mundiais em prol dos direitos dos refugiados e dos migrantes, a UNESCO envida igualmente esforços para alargar as possibilidades educativas a essas populações.

Defendemos o direito à liberdade de expressão, denunciando os ataques perpetuados contra jornalistas e agindo para que a Internet continue a ser um espaço de diálogo aberto. Todos os indivíduos deveriam poder usufruir dos benefícios do progresso científico e das suas aplicações. O direito à água e ao saneamento, assim como a um oceano limpo que preserve os meios de subsistência, é de extrema importância para os direitos humanos e faz parte das nossas prioridades. A UNESCO compromete-se também a proteger e a promover a liberdade cultural fundamental, nosso património comum, assim como todas as formas contemporâneas de expressão, que constituem a manifestação suprema da nossa humanidade comum.

Infelizmente, uma vez mais na nossa História, os direitos humanos encontram-se em perigo. No mundo inteiro, é possível ver o quão facilmente podem ser derrubados por estereótipos desumanizantes e pelo aumento dos discursos intolerantes. Os conflitos, o extremismo violento e os desastres naturais podem semear o caos e pôr em risco os direitos das pessoas mais vulneráveis das nossas sociedades. As novas tecnologias, nomeadamente a inteligência artificial, também podem representar um perigo se não forem concebidas no pleno respeito dos direitos humanos. Temos que permanecer vigilantes para que os progressos realizados nos últimos 70 anos não sejam postos em causa, e fazer com que a UNESCO continue a ser o principal laboratório internacional de ideias para enfrentar estes desafios.

Eleanor Roosevelt, uma das principais autoras da Declaração Universal dos Direitos Humanos, declarava: “Ser humano não é apenas um direito, é um dever. Só assim poderemos contribuir de forma útil para a vida.” Neste importante aniversário, exerçamos todos este direito contribuindo assim para a realização dos direitos humanos para todos.


Audrey Azoulay

quinta-feira, 29 de novembro de 2018




Evento


No âmbito da celebração do septuagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948, e do Dia Internacional da Paz, realizou-se a atividade Testemunho de um sobrevivente da bomba atómica de Nagasaki, que teve lugar no auditório da Escola Secundária Carolina Michaëlis, no passado dia 11 de outubro, pelas 10 h 30 min, com a duração de duas horas, destinada aos alunos do 12º ano.

Esta atividade foi complementada com exposições de trabalhos dos alunos de diversas escolas do 1º ciclo, da iniciativa da Fundação MOA- Porto, alusivos à temática da Paz, e com painéis do Conselho Português para a Paz e Cooperação sobre as armas nucleares, disponibilizados pela Câmara Municipal do Porto.

Eis aqui algumas fotos desse memorável dia.














quarta-feira, 14 de novembro de 2018


















Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO,
por ocasião do
Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

17 de outubro de 2018

“O lugar da pobreza não é numa sociedade civilizada, mas sim num museu” declarou o bangladechiano Muhammad Yunus, um dos inventores do microcrédito, laureado com o Prémio Nobel da Paz em 2006 pelo seu compromisso em prol das populações mais desfavorecidas.
A pobreza é uma ofensa à dignidade humana, causa sofrimento e privação, impede o pleno desenvolvimento da pessoa, dificulta o pleno gozo dos direitos e das liberdades, atingindo, frequentemente, os mais vulneráveis, as mulheres e as crianças. É uma forma de servidão que gostaríamos, de facto, de relegar para outra época da humanidade.
Desde os anos 90, foram alcançados progressos consideráveis, à escala mundial, para travar a miséria e a indigência, fazendo com que mais de um bilhão de pessoas tivessem saído da pobreza extrema. Estes resultados fantásticos são um motivo de satisfação e de esperança, mas não devem ocultar os desafios que ainda nos falta ultrapassar. Atualmente, estima-se que 635 milhões de pessoas continuem a viver na pobreza extrema, ou seja, mais de 8% da população mundial. A grande maioria vive no Sul da Ásia e na África Subsariana.
A pobreza é um problema complexo que vem, muitas vezes, somar-se a outras situações de vulnerabilidade: assim, a taxa de pobreza é, frequentemente, mais elevada nos países considerados frágeis ou em situação de conflito. Além disso, as alterações climáticas e os desastres naturais atingem, habitualmente, populações mais expostas e menos preparadas para os enfrentar.
Por este motivo, temos que atuar simultaneamente em várias frentes. A pobreza não é apenas uma questão de recursos financeiros, é também um problema de falta de oportunidades. A erradicação da pobreza constitui o primeiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas, estando contudo, estreitamente ligada a outros objetivos tais como a garantia de boas condições sanitárias, o acesso a uma educação de qualidade para todos, a oportunidade de ter um emprego decente, a igualdade de género, ou ainda, a preservação do ambiente. A comunidade internacional – os Estados, mas também os atores da sociedade civil e as empresas privadas – deve redobrar os seus esforços para realizar, em conjunto, esses objetivos.
É essencial que o crescimento económico seja mais inclusivo e que ajude a criar empregos sustentáveis. É indispensável que todos os países garantam uma proteção social aos seus cidadãos para os proteger dos numerosos riscos socioeconómicos num mundo em mutação. A educação é uma formidável alavanca de desenvolvimento: é primordial que cada criança, rapaz ou rapariga, possa beneficiar de uma educação de base de 12 anos.
A educação deve incluir as questões relativas à saúde, à sexualidade, à igualdade de género e ao desenvolvimento sustentável, de modo a quebrar o círculo vicioso de hábitos sociais e de representações coletivas que sustentam as desigualdades. A UNESCO, agência líder da ONU para a educação, concentra os seus esforços especialmente na educação das raparigas, verdadeiro motor de desenvolvimento e de paz
Neste Dia Internacional e neste ano de celebração do 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mobilizemo-nos para que cada um e cada uma de nós, em todo o mundo, possa beneficiar de condições de vida dignas.

Audrey Azoulay





DIA MUNDIAL DO PROFESSOR


5 DE OUTUBRO







Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO
por ocasião do Dia Internacional da Paz

21 de setembro de 2018

“Não haverá paz neste planeta enquanto, algures no mundo, os direitos humanos forem violados.”
Neste Dia Internacional da Paz, as palavras de René Cassin, um dos artesãos da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, relembram-nos que a paz continua a ser um ideal inalcançável enquanto os direitos humanos fundamentais não forem respeitados. São, pois, a condição primordial de uma sociedade pacífica em que a dignidade de todos os indivíduos é respeitada e onde todos podem usufruir de direitos iguais e inalienáveis.

Estas palavras também nos relembram do nosso dever de solidariedade para com os nossos semelhantes; a paz é imperfeita e frágil se não beneficiar a todos e a todas. Os direitos humanos ou são universais ou não são. Esta ligação intrínseca entre paz e respeito pelos direitos fundamentais constitui o tema desta nova edição do Dia Internacional da Paz, no momento em que se celebra o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os ideais de paz e de direitos universais são, todos os dias, contestados e violados. Existem vários obstáculos para a sua realização. A nossa capacidade em edificarmos um mundo feito de harmonia, de compreensão e de coexistência pacífica é posta à prova pelos mais diversos desafios: desigualdades sociais e económicas que causam sofrimento e pobreza; alterações climáticas que geram novos conflitos; explosão demográfica que cria novas tensões… Por outro lado, propagam-se também novas formas de populismo e de extremismo em todo o mundo.

Para vencermos estes desafios, temos de agir de forma coletiva e construir, passo a passo, o edifício da paz. Este é o objetivo do Programa da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que apela a uma ação concertada para alcançarmos os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, que contribuem para um mundo mais justo e mais pacífico – luta contra a pobreza, contra a fome, contra as desigualdades de género, promoção da educação, defesa da justiça, compromisso em favor de um ambiente saudável...

Todos os dias, a UNESCO, através dos seus programas e das suas ações no terreno, reafirma o seu compromisso original, consagrado no seu Ato Constitutivo: erguer os baluartes da paz no espírito das mulheres e dos homens. Líder da Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022), a UNESCO investe-se totalmente no desenvolvimento de uma cultura de prevenção a nível mundial através da educação, da cooperação internacional e do diálogo intercultural.

O caminho para a paz é longo, mas cabe a todos e a cada um de nós influenciar o seu rumo ao comprometermo-nos, diariamente, em prol de uma sociedade mais inclusiva, mais tolerante e mais justa.
                                                                                                                 
                                                                                                                             Audrey Azoulay

terça-feira, 22 de maio de 2018


   



Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO
por ocasião do Dia Internacional da Luz
16 de maio de 2018


                Neste primeiro Dia Internacional da Luz celebramos o papel que a luz desempenha na vida dos cidadãos do mundo.
            Tendo como base o sucesso do Ano Internacional da Luz (2015), esta iniciativa mundial será o mote para continuarmos a celebrar, todos os anos, a luz e o seu papel na ciência, na cultura e nas artes, na educação e no desenvolvimento sustentável.
             Dos raios gama às ondas de rádio, o espectro de luz é fonte de conhecimento, do infinitamente distante ao mais próximo, desde a origem do universo às tecnologias que moldaram a nossa sociedade, em áreas tão diversas como a medicina, a agricultura, a energia e a ótica para a proteção do património cultural.
             A luz tem tido um impacto bastante significativo nas artes visuais e performativas, na literatura e no pensamento. O estudo da relação entre a luz e a cultura fornece informações valiosas sobre as interações entre a ciência, a arte e a humanidade, assim como permite melhor compreender e apreciar a nossa herança cultural. O estudo da luz pode inspirar os jovens orientarem os seus estudos para áreas científicas e promover o espírito empreendedor.
            A luz também pode contribuir para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. O acesso à luz e às infraestruturas do setor da energia pode melhorar a qualidade de vida no mundo em desenvolvimento, enquanto a fibra conecta os cidadãos de todo o mundo, através da Internet. Estas redes contribuem também para a responsabilização em matéria de paz, de justiça e de reforço das instituições judiciais.
             A UNESCO orgulha-se de continuar a fortalecer a sua colaboração com a comunidade científica internacional através de um tema tão importante como a luz e a integração deste novo dia internacional no calendário das celebrações da UNESCO vai dar-nos a oportunidade para continuarmos a fazê-lo todos os anos.
             Juntos, iluminemos o mundo todos os anos a 16 de maio!

Audrey Azoulay